Representando o Conselho de Consumidores da Light, Laura Suárez participou do CIDE 2026, Congresso de Inovação na Distribuição de Energia Elétrica, realizado em São Paulo. O evento reuniu especialistas, executivos, autoridades e representantes do setor para discutir temas que vêm transformando a distribuição de energia, como inteligência artificial, digitalização, regulação, resiliência das redes e transição energética.
Para a representante da classe comercial no Conselho da Light, um dos aspectos mais relevantes do congresso foi a oportunidade de conhecer experiências internacionais que já apresentam resultados concretos para desafios enfrentados pelos consumidores brasileiros.
“O CIDE 2026 trouxe algo que faz muita diferença para quem representa consumidores: conhecer soluções concretas para problemas que enfrentamos no dia a dia. Ver como distribuidoras em outros países usam inteligência artificial para prever onde e quando podar a vegetação de forma eficiente, ou como avançaram em relação às perdas não técnicas, reduzindo de 53% para menos de 6%, com sistemas de monitoramento avançado, mostra que o caminho existe e já foi testado”, destacou.
Laura observou ainda que o combate às perdas não técnicas têm impacto direto sobre a conta de energia. Segundo dados da ANEEL, o furto de energia representou R$10,3 bilhões em perdas no Brasil em 2024, custo que acaba sendo compartilhado pelos consumidores que mantêm suas contas em dia.
“Conhecer as experiências internacionais gera oportunidade para exigir e apoiar soluções que protejam o bolso e garantam o fornecimento de energia para o consumidor brasileiro”, afirmou.
Outro tema que chamou a atenção durante os debates foi a preparação das distribuidoras para enfrentar eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes e intensos. A resiliência das redes elétricas esteve entre os assuntos centrais do congresso, especialmente diante dos impactos provocados pelo El Niño nos últimos anos e das projeções para 2026.
“Os eventos climáticos extremos se tornaram uma nova realidade. Debates durante o CIDE 2026 mostraram que as distribuidoras que já adotaram planos de antecipação conseguem normalizar 90% dos clientes afetados em menos de 24 horas. Essa é a régua que os consumidores passaram a exigir e que o setor todo precisa alcançar”, ressaltou.
Laura finalizou destacando que a participação no CIDE 2026 reforça o compromisso do Conselho de Consumidores da Light em acompanhar as transformações do setor elétrico, ampliando o conhecimento sobre temas que impactam diretamente os consumidores.


